A História do Espiritismo

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Obra de Arthur Conan Doyle, um importante legado para a propagação da doutrina espírita, neste 22 de maio, relembra-se a data de nascimento deste importante propagador das ideias espíritas e espiritualistas. Muitos talvez nunca tenham ouvido falar de “Conan Doyle”, como é ainda hoje referido,  mas praticamente todos já ouviram falar em Sherlock Holmes, personagem famoso de histórias de ficção. Conan Doyle é seu criador.

Iniciou seus primeiros contatos com a espiritualidade em 1887. Sua compreensão inicial dos fenômenos espíritas foi marcadamente influenciada pelo modo como eram conduzidos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, que se distanciava um pouco dos postulados e princípios defendidos na França, por Allan Kardec.

Após uma tragédia familiar, em que perdeu vários membros da família numa sucessão de eventos dolorosos, encontrou consolo na doutrina espírita. Publicou em 1818 “A Nova Revelação”, obra na qual manifesta a sua convicção na explicação espírita para as manifestações paranormais estudadas durante o século XIX, iniciando uma série de publicações em que se dedica a divulgar a hipótese espírita em suas obras literárias, publicando “A Chegada das Fadas” (1921).

Em 1926 publica a obra cujo título tomamos emprestado para nomear este post, “The History of Spiritualim”, obra não literária, de natureza histórica, aborda a história do movimento espiritualista anglo-saxônico (desenvolvido nos países de língua inglesa) e do Espiritismo (desenvolvido na França por Hippolyte Léon Denizard Rivail – Allan Kardec), demonstrando que compreendia e tinha domínio sobre os postulados espíritas e espiritualistas vigentes na época, suas características e particularidades.

Também tratou de estudar o movimento espiritualista alemão e italiano, destacando os fenômenos físicos. Em 1926 aborda o tema na obra ficcional “The Land of Mist”, trazendo o personagem central, o “Professor Challenger”.

A contribuição de Conan Doyle para os espíritas é importantíssima ainda hoje, visto que se percebe ainda hoje nos centros espíritas muita confusão conceitual e doutrinária, entre ideias e doutrinas espiritualistas e espíritas. Observa-se que há quase um século já se dava importância ao estudo sério a fim de identificar as diferenças e características próprias de cada corrente filosófica, visando uma perfeita compreensão.

Fonte: Wikipedia.org/wiki/arthur_conan_doyle
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Ano Novo

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Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir…

…Novo Ano! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.

Não maldigas, nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes, nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:

– Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Emmanuel/ Chico Xavier – Vida e Caminho

Assim dizia o Comandante…

Opções Meritórias

O Espiritismo clássico, conhecido no caráter tríplice de doutrina científica, filosófica e de consequências religiosas, para se impor ao meio moderno deve oferecer tudo e nada pedir, porque o julgamento popular de hoje é muito objetivo e utilitário e o próprio materialismo o levou a isso.

Mas a casa espírita que endossar os rigores do Evangelho deve pedir aos seus adeptos o máximo de dedicação, porque não visa somente realizações sociais, mas transformações morais individuais indeclináveis. Por isso, o pouco que conseguir de conscientização do povo e realizações espirituais positivas é precioso, e representa o limite do que se pode exigir espiritualmente de uma humanidade retardada como a nossa, mormente quando trabalhada por agentes degenerativos de toda espécie.

Os expurgos violentos que são esperados provarão que não há outro meio de redenção senão a vivência do Evangelho de Jesus.

O esforço das casas espíritas deverá ser nitidamente apostólico e cristão, compreendido e sentido primeiramente por cada um de seus membros em seu próprio íntimo, cada um se apresentando para as responsabilidades do seu posto com espírito de humildade e desprendimento.

Essa opção poderá ser hoje entendida com ressalvas, mas amanhã será glorificada, e dignos de lástima os que a recusaram.

Isto, aliás, é o que usualmente sucede com as tarefas missionárias, individuais ou coletivas.

(Item 21 do Livro Na Semeadura II, Edgard Armond)

 

Intolerância – um perigo crescente

No último dia 21 de janeiro a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República realizou uma comemoração ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O evento contou com a participação de uma entidade da classe de advogados da Comissão Especial de Direito e Liberdade Religiosa do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), representada pelo presidente Gilberto Garcia.

Ele defendeu a liberdade religiosa para todas as crenças e a importância da Rede de Proteção a Vítimas de Intolerância Religiosa (Reprovir) que, segundo o advogado, “será criada para resguardar todas as manifestações de fé lastradas no princípio constitucional do Estado laico brasileiro, que é a perspectiva que norteia a missão institucional do IAB”.

O Centro Espírita Auta de Souza, em Sobradinho II, região administrativa do Distrito Federal, sofreu um incêndio que destruiu parcialmente as dependências do centro e provocou ferimentos em uma vítima no dia 29 de janeiro de 2015. Um dos episódios recentes do Brasil que demostra a necessidade do país procurar formas de tratar as questões em torno da intolerância religiosa.

Publicado pela FEB

Na Cortina do Tempo

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Excelente trabalho do Comandante ainda pouco conhecido do público em geral e, em especial, dos espíritas.

Na Cortina do Tempo é mais uma das obras de Edgard Armond que trata de conhecimentos da pré-história da humanidade terrestre, contando a história de um grupo de iniciados, sobreviventes ao afundamento da Atlântida, que conseguem preservar suas tradições religiosas resguardando-as à posteridade.

Além desta obra, o autor nos legou ainda Almas Afins e o best seller Os Exilados da Capela, que compõem uma trilogia sobre os
caminhos da humanidade.

Muitas outras obras, também de igual valor, foram resgatadas pela Editora Aliança e estão sendo publicadas numa coletânea denominada Série Edgard Armond.

O leitor ávido de conhecimentos certamente irá apreciá-la, enriquecendo significativamente sua vivência espiritual.

Procure nossa livraria e teremos imensa alegria em recebê-lo.

Maneira de dizer as coisas

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Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.

Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho.

Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade.

Mas que insolente! – gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.

Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.

E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

Lembre-se, meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer.

*   *   *

Um dos grandes desafios da Humanidade é aprender a arte de comunicar-se.

Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta.

Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.

Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento.

Importante mesmo é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas…

*   *   *

A sublime arte da comunicação foi sabiamente ensinada por Jesus.

Ele falava com sabedoria tanto aos Doutores da Lei quanto às pessoas simples e iletradas.

Há pessoas que se dizem bons comunicadores mas que não conseguem fazer com que suas palavras cheguem aos corações e às mentes.

Jesus, o comunicador por excelência, falava e Suas palavras calavam fundo nas almas, porque aliava às palavras os Seus atos, ou seja, falava e exemplificava com a própria vivência.

O grande segredo para uma boa comunicação, portanto, é o exemplo de quem fala.

Redação do Momento Espírita com base em história
publicado no jornal Candeia Espírita de julho/1998.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 4, ed. Fep.
Em 01.10.2009.