Livro Ação e Reação – “Resgate Coletivo”

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119. O caso Ascânio e Lucas – Para ilustrar melhor o tema “resgate coletivo”, Druso relatou a seguinte experiência: “Há trinta anos, des­frutei o convívio de dois benfeitores, a cuja abnegação muito devo neste pouso de luz. Ascânio e Lucas, Assistentes respeitados na Esfera Superior, integravam-nos a equipe de mentores valorosos e amigos… Quando os conheci em pessoa, já haviam despendido vários lustros no amparo aos irmãos transviados e sofredores. Cultos e enobrecidos, eram companheiros infatigáveis em nossas melhores realizações. Acontece, porém, que depois de largos decênios de luta, nos prélios da fraterni­dade santificante, suspirando pelo ingresso nas esferas mais elevadas, para que se lhes expandissem os ideais de santidade e beleza, não de­monstravam a necessária condição específica para o voo anelado. Total­mente absortos no entusiasmo de ensinar o caminho do bem aos semelhan­tes, não cogitavam de qualquer mergulho no pretérito, por isso que, muitas vezes, quando nos fascinamos pelo esplendor dos cimos, nem sem­pre nos sobra disposição para qualquer vistoria aos nevoeiros do vale… Dessa forma, passaram a desejar ardentemente a ascensão, sen­tindo-se algo desencantados pela ausência de apoio das autoridades que lhes não reconheciam o mérito imprescindível”. Druso disse então que, chamados a exame devido, técnicos do Plano Superior lhes reconduziram a memória a períodos mais recuados no tempo. Diversas fichas de obser­vação foram extraídas, então, do campo mnemônico, à maneira das ra­dioscopias dos atuais serviços médicos no mundo e, através delas, im­portantes conclusões surgiram à tona… Ascânio e Lucas possuíam, efe­tivamente, créditos extensos, adquiridos em quase cinco séculos suces­sivos; no entanto, quando a gradativa auscultação alcançou o século XV, algo surgiu que lhes impôs dolorosa meditação… “Arrebatadas ao arquivo da memória e a doer-lhes profundamente no espírito, depois da operação magnética a que nos referimos – informou Druso –, reapare­ceram nas fichas mencionadas as cenas de ominoso delito por ambos co­metido, em 1429, logo após a libertação de Orleães, quando formavam no exército de Joana d’Arc… Famintos de influência junto aos irmãos de armas, não hesitaram em assassinar dois companheiros, precipitando-os do alto de uma fortaleza  no território de Gâtinais, sobre fossos imundos, em­briagando-se nas honrarias que lhes valeram, mais tarde, torturantes remorsos além do sepulcro.” Nesse ponto, inquiridos se de­sejavam pros­seguir na sondagem singular, responderam negativamente, preferindo li­quidar a dívida, antes de novas imersões no passado. (Cap. 18, pp. 247 e 248)

Questões preliminares

A. Ascânio e Lucas também se submeteram, por expiação, a um desastre aviatório. Que fatos motivaram esse desastre?

Druso explicou que, submetendo-se eles à regressão da memória, viram algo ocorrido no século XV que lhes impôs dolorosa meditação – as cenas de ominoso delito por ambos cometido em 1429, logo após a libertação de Orleães, quando formavam no exército de Joana d’Arc. Famintos de influência junto aos irmãos de armas, não hesitaram em assassinar dois companheiros, precipitando-os do alto de uma fortaleza no território de Gâtinais, sobre fossos imundos, em­briagando-se nas honrarias que lhes valeram, mais tarde, torturantes remorsos além do sepulcro. Chegados a esse ponto, inquiridos se de­sejavam pros­seguir na sondagem singular, responderam negativamente, preferindo li­quidar a dívida, antes de novas imersões no passado. (Ação e Reação, cap. 18, pp. 247 e 248.)

B. Como se deu, da parte deles, a opção pelo desastre aviatório?

Ascânio e Lucas suplicaram o retorno ao campo dos homens, com o objetivo de quitar o débito alu­dido. Como podiam escolher o gênero de provação, em vista dos recursos morais já amealhados no mundo íntimo, optaram por tarefas no campo da aeronáutica, a cuja evolução ofereceram suas vi­das, sofrendo, então, a mesma queda mortal que infligiram aos companheiros de luta no século XV. (Obra citada, cap. 18, pp. 249 a 251.)

C. Nossas condições espirituais têm influência sobre a saúde do corpo físico?

Sim. Existe íntima correspondência entre nos­sos estados espiri­tuais e as formas de que nos servimos. Segundo Druso, todo mal por nós praticado conscientemente expressa, de algum modo, lesão em nossa consciência e toda lesão dessa espécie determina distúrbio ou mutilação no organismo que nos exterio­riza o modo de ser. Em todos os planos do Universo, somos espírito e manifestação, pensa­mento e forma. Eis o motivo por que, no mundo, a Medicina há de consi­derar o doente como um todo psicossomático, se quiser realmente investir-se da arte de curar. (Obra citada, cap. 19, pp. 253 e 254.) 

Fonte:http://www.oconsolador.com.br

Obs: O livro pode ser adquirido na Livraria Yvonne do Amaral Pereira

https://jeronimomendonca.net/livraria/

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