ESTAMOS NO ANO 2018

um monge medieval, no século VI da era cristã, calculou erradamente o nascimento de Jesus, fixando, como marco zero da era cristã, o ano 754 da fundação de Roma, em vez de 749, que é o certo, como afirma o Espírito Humberto de Campos, no livro Crônicas de Além-Túmulo, numa página intitulada A Ordem do Mestre, em 20 de dezembro de 1935.

Nesse documento, escrito pelo grande cronista e presidente da Academia Brasileira de Letras, através da psicografia sublimada de Chico Xavier, vemos o diálogo de Jesus com João, o Discípulo Bem-Amado.

Com sua pintura poética, conta o erudito Espírito: “O vidente de Patmos não trazia o estigma da decrepitude, como nos seus últimos dias entre os espórades. Na sua fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no princípio do apostolado.

– João – disse-lhe o Mestre –, lembras-te do meu aparecimento na Terra?

– Recordo-me, Senhor. – Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de frei Dionísio, que, calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o vosso natalício em 754”.

André Chouraqui, escritor franco-argelino, de origem judaica, na introdução da tradução dos evangelhos, afirma que “Iéshoua bèn Iosseph (Jesus filho de José) nasceu, aproximadamente, pelo ano 6 antes da era cristã, num país ocupado pelos romanos cinquenta e seis anos antes. Ele tinha perto de dois anos quando Herodes morreu, no ano 4 antes da era cristã. Esta morte marca intervenção mais completa dos romanos nesse turbulento país”.

O professor de História Antiga do New College, em Oxford, Robin Lane Fox, autor do livro Bíblia, verdade e ficção, afirma que é “justamente a morte de Herodes, o Grande, em 4 a.C., que propicia a volta da sagrada família para a Terra Santa, depois da fuga para o Egito, justamente para escapar ao massacre dos pequeninos, ordenado pelo então rei dos judeus”.

 

 

Os pesquisadores são unânimes ao afirmarem que o rei Herodes, o Grande – que foi contemporâneo de Jesus e ordenou a morte de inocentes menores de 2 anos para tentar eliminar o menino, que via como uma ameaça ao seu trono – morreu no ano 3 ou 4 antes do nascimento do Cristo. Essa data é comprovada por dados textuais e numismáticos.

Como Herodes reinou antes do ano 3 a.C., o nascimento de Jesus ocorreu, realmente, no ano 5 a.C., já que dois anos depois o rei Herodes ordenou a matança de todas as crianças até dois anos de idade, com o  objetivo de eliminar aquele a quem os reis Magos procuravam como o futuro Rei dos Judeus.

Não fosse o calendário uma convenção humana, com a finalidade de marcar o nosso tempo, seria um paradoxo a afirmação de que Jesus nasceu antes da era cristã. Entretanto, a cronologia ocidental baseava-se na fundação de Roma para contar os anos.

O calendário nasceu da palavra latina calendas, o primeiro dia de cada mês no calendário romano.

Rômulo, segundo a história de Roma, seu primeiro soberano, idealizou uma forma de classificar o tempo. Criou o calendário com 10 meses, num total de 304 dias. Em cada mês, homenageou um deus, começando por Martius (Marte) deus da guerra, seu pai e pai de seu irmão Remo. Logo após seguiram: Aprilis (Afrodite e Vênus); Maius (deusa Maia, deusa da primavera e do cultivo); Junius (deusa Juno, deusa da vida social); Quintilis (Quintus, cinco); Sextilis (Sextus, seis); September (Septem, sete); October (Octo, oito); November (Novem, nove); December (Decem, dez).

O sucessor de Rômulo, Numa Pompílio, acrescentou dois meses ao calendário romano: Januarius (De Janus, o deus guardião de todas as portas e entradas), e Februaris (de Februa, uma festa religiosa de purificação e expiação), completandoo calendário de 12 meses vigentes.

No ano 45 a.C., o imperador Júlio César reformou o calendário. Surgiu o calendário juliano e, em sua homenagem, o mês Quintilis mudou para Julius (julho).

Seu sobrinho-neto Otávio – chamado de Augusto (consagrado) –, mudou o nome do mês Sextilis para Augustus (Agosto), ficando o calendário do modo que conhecemos. E, por fim, alterado por frei Dionísio e pelo papa Gregório XIII, no ano de 1582.

Esse é o calendário que usamos: calendário ocidental, como é chamado o calendário juliano/gregoriano.

Outros povos, da mesma forma, possuem a sua contagem de tempo, baseados em suas histórias. Os judeus adotam o calendário a partir da criação da “neshamá” (estrutura espiritual/alma) de Adão, o primeiro homem dentro da crença judaica, há aproximadamente 5773 anos (em 2012). O início do ano se dá no mês de Tishrei (setembro/outubro), com a festa de passagem de ano, denominada “Rosh Hashaná” (que significa “cabeça do ano”).

No calendário chinês, desde 23 de janeiro de 2012, comemora-se o ano 4710. Na Ásia, diversos países adotam calendários parecidos com o chinês.

A contagem do tempo no calendário muçulmano ou islâmico começa com a Hégira –  a fuga do profeta Maomé de Meca para Medina, em 16 de julho do ano 622. O ano atual para os islâmicos é o de 1433 (2012).

Dezenas de calendários vigem, atualmente, no mundo moderno, para organizar o nosso tempo, baseados na  sucessão do nascer e do por do Sol, bem como do surgimento e do desaparecimento da Lua, o satélite natural da Terra. Porém, o tempo não passa, o tempo é a eternidade. Nós é que passamos em sua esteira, levando conosco, na poeira dos sóis que rolam no infinito, a construção que fazemos  na missão dada por Deus a todos, sem exceção: evoluir.

Fonte: correio espirita

 

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