MULHERES NA CODIFICAÇÃO DO ESPIRITISMO

IMAGEM Allan Kardec e sua esposa Amélie Gabrielle Boudet

Mulheres tiveram participação notável no surgimento, na codificação e na divulgação do Espiritismo, demonstrando coragem, ausência de preconceitos e espírito inovador, como veremos a seguir:

 

1 – SENHORA PLAINEMAISON

Em maio de 1855, em Paris, na França, o famoso professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que, mais tarde, adotaria o pseudônimo de Allan Kardec, estava numa reunião de amigos na casa da senhora Roger.

Lá, se encontrou com dois velhos conhecidos, o senhor Pâtier e a senhora Plainemaison.

Logo, esses dois amigos direcionaram a conversa para o assunto que estava na moda na França: os fenômenos das mesas girantes ou falantes.

O senhor Pâtier era um funcionário público de certa idade e uma pessoa muito instruída, de caráter grave, frio e calmo.

O senhor Pâtier narrou ao professor Rivail os fatos surpreendentes que vinha presenciando em sessões das mesas falantes, despertando-lhe viva impressão sobre o assunto.

Para que o professor Rivail pudesse comprovar pessoalmente a autenticidade dos fenômenos e pudesse eliminar suas possíveis dúvidas ou descrenças, o senhor Pâtier convidou-o para assistir as experiências que eram realizadas na casa da senhora Plainemaison.

O convite do senhor Pâtier foi aceito imediatamente.

A respeito dessa primeira sessão espírita na casa da senhora Plainemaison, o professor Rivail, mais tarde, escreveu o seguinte:

“Foi aí que, pela primeira vez, presenciei o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida.”

“Assisti então a alguns ensaios, muito imperfeitos, de escrita mediúnica numa ardósia, com o auxílio de uma cesta.”

“Minhas ideias estavam longe de precisar-se, mas havia ali um fato que necessariamente decorria de uma causa.”

“Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo.”

Portanto, foi graças a essa sessão espírita realizada na casa da senhora Plainemaison, que foi pioneira na realização desse tipo de reunião, que o professor Rivail constatou pessoalmente a veracidade dos surpreendentes fenômenos das mesas girantes e decidiu estudá-los a fundo, dando um novo rumo na história do Espiritismo.

Após ter decidido pesquisar seriamente o fenômeno das mesas girantes, o professor Rivail passou a frequentar assiduamente as reuniões que eram realizadas habitualmente na casa da senhora Plainemaison.

Portanto, esta mulher, que já se dedicava, de modo pioneiro, em sua própria casa, às comunicações com os Espíritos, introduziu o professor Rival em seus estudos dos fatos e fenômenos espíritas.

 

2 – SENHORITAS CAROLINE BAUDIN, DE 16 ANOS, E JULIE BAUDIN, DE 14 ANOS.

Foi numa das reuniões espíritas realizadas na casa da senhora Plainemaison, que o professor Rivail conheceu o senhor Baudin, que também realizava sessões espíritas em sua própria casa.

Notando o grande interesse que o professor Rivail tinha em estudar de forma séria os fenômenos espíritas, o senhor Baudin convidou-o para observar e analisar os fatos que ocorriam nas sessões que realizava em sua residência.

Nessas reuniões espíritas com regularidade na casa do senhor Baudin, um fato notável prendeu a atenção do professor Rivail: as duas filhas do senhor Baudin, as senhoritas Caroline Baudin, de 16 anos, e Julie Baudin, de 14 anos, serviam de médiuns, com uma habilidade extraordinária.

Elas intermediavam a escrita dos Espíritos numa ardósia, com o auxílio de um lápis (tipo giz) preso numa cesta. As meninas colocavam as mãos nas bordas da cesta para que os Espíritos pudessem escrever suas mensagens ou fazer suas revelações.

Como as meninas não tinham contato direto com o lápis, era impossível qualquer intromissão das suas ideias nas palavras escritas pelos Espíritos.

Era dessa forma que os Espíritos respondiam a todas as perguntas que lhes eram dirigidas, inclusive as formuladas mentalmente. Isso tornava evidente que não havia nas respostas qualquer intervenção das ideias das médiuns ou das pessoas que estavam presentes nas reuniões.

Foi graças a esse trabalho mediúnico extraordinário realizado por duas meninas, Caroline e Julie Baudin, que o professor Rivail:

• Aprofundou seus primeiros estudos sérios de Espiritismo.

• Fez observações minuciosas dos fatos e fenômenos espíritas.

• Comparou acontecimentos, percebendo suas consequências filosóficas e religiosas.

• Obteve a comprovação e provas irrefutáveis de que os Espíritos são as almas dos homens que viveram na Terra.

• Convenceu-se, de forma inabalável, que a alma no homem, de fato, sobrevive à morte do corpo material, conservando todas as suas faculdades intelectuais e morais, e podendo inclusive se comunicar com os homens através dos médiuns.

Portanto, foi graças ao trabalho mediúnico de duas jovens, Caroline e Julie, que o professor Rivail teve condições de dedicar-se arduamente às investigações espíritas, levando, inclusive, para as sessões espíritas algumas questões previamente formuladas e preparadas para serem apresentadas aos Espíritos.

As questões formuladas aos Espíritos pelo professor Rivail eram respondidas com sabedoria, precisão, profundeza, clareza e lógica.

Então, o professor Rivail instruiu-se acerca das condições da alma do homem na vida espiritual, despertando, ao mesmo tempo, nas pessoas que frequentavam as reuniões, um vivo interesse pelos assuntos tratados e discutidos.

Com o decorrer do tempo e aprofundamento das investigações, o professor Rivail percebeu que:

• As respostas dadas pelos Espíritos, através das duas médiuns, sobre os mais variados assuntos, tinham interesse geral para a expansão do saber humano.

• Por isso, se elas fossem reunidas num livro, de uma forma ordenada, ganhariam o formato de uma Doutrina inédita.

Portanto, foi graças ao extraordinário trabalho mediúnico realizado pelas jovens Caroline e Julie que o professor Rivail entrou, de forma inusitada, em contato útil, sério e instrutivo com os Espíritos.

Foi dessa mesma forma que conheceu o seu Espírito protetor, o Espírito de Verdade. Este passou a orientá-lo em seus estudos; a auxiliá-lo na solução de alguns problemas complicados; a facilitar-lhe a execução de certos trabalhos espíritas; e a protegê-lo da malignidade dos antagonistas das ideias espíritas.

Sobre a participação das senhoritas Caroline e Julie na elaboração de “O Livro dos Espíritos”, publicado em 18 de abril de 1857, constituindo o Espiritismo, o professor Rivail, já com o pseudônimo de Allan Kardec, escreveu:

“Os primeiros médiuns que concorreram para o nosso trabalho foram as senhoritas Baudin, cuja boa vontade jamais nos faltou.”

“O livro foi quase todo escrito por intermédio delas e em presença de numeroso público que assistia às sessões, nas quais tinham o mais vivo interesse.”

Portanto, os primeiros trabalhos de Allan Kardec na codificação do Espiritismo foram concretizados graças às duas jovens: as senhoritas Caroline e Judie Baudin, cujos pais, o senhor e a senhora Baudin, as haviam integrado no Movimento Espírita nascente, apesar da pouca idade que as duas filhas possuíam.

 

3 – SENHORITA RUTH CELINE JAPHET, COM 20 ANOS DE IDADE

Além da presença nas reuniões espíritas realizadas na casa do senhor Baudin, o professor Rivail passou a frequentar ainda as sessões que eram realizadas na residência do senhor Roustan.

Lá, conheceu a extraordinária médium senhorita Japhet. Esta excelente médium permitiu-o ampliar o contato e a comunicação com muitos outros Espíritos.

Foi através da mediunidade da senhorita Japhet, que o professor Rivail:

• Obteve dos Espíritos a resposta para inúmeras questões embaraçosas e complexas que pretendia incluir no livro em elaboração.

• Recebeu a orientação dos Espíritos superiores que fizesse uma revisão completa no seu trabalho, em reuniões particulares, servindo-se da mediunidade da própria senhorita Japhet.

• E ficou sabendo de modo convincente que tinha uma importante missão a cumprir no campo religioso e espiritual.

Sobre a notável participação da senhorita Japhet, com o seu excelente trabalho mediúnico, na elaboração de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec escreveu o seguinte:

“Os Espíritos recomendaram uma revisão completa do livro em sessões particulares, tendo-se feito, então, todas as adições e correções julgadas necessárias.”

“Esta parte essencial do trabalho foi feita com o concurso da senhorita Japhet, a qual se prestou com a melhor boa vontade e o mais completo desinteresse a todas as exigências dos Espíritos, porque eram eles que marcavam dia e hora para suas lições.”

“A senhorita Japhet, que é também uma notável sonâmbula, tinha seu tempo utilmente empregado; mas compreendeu que também lhe daria uma aplicação proveitosa ao se consagrar à propagação da Doutrina.”

Portanto, a codificação do Espiritismo, contida em “O Livro dos Espíritos”, foi concretizada também graças ao extraordinário trabalho mediúnico de outra jovem: a senhorita Japhet.

 

4 – SENHORITA ALINE CARLOTTI, COM 20 ANOS DE IDADE

A senhorita Aline, médium de psicografia e psicofonia, foi quem serviu de intermediária para que o Espírito de Verdade confirmasse ao professor Rivail que ele tinha uma missão importante a realizar com o seu trabalho de codificação dos ensinos dos Espíritos.

O Espírito da Verdade escreveu-lhe o seguinte, através da mediunidade da senhorita Aline:

“Confirmo o que te foi dito a respeito da tua missão, mas recomendo-te muita discrição, se quiseres sair-te bem.”

“Não esqueças que podes triunfar, como podes falir. Nunca, pois, fales da tua missão; seria a maneira de a fazeres malograr-se.”

“Ela somente pode justificar-se pela obra realizada e tu ainda nada fizeste. Se a cumprires, os homens saberão reconhecê-lo, cedo ou tarde, visto que pelos frutos é que se verifica a qualidade da árvore.”

“A nossa assistência não te faltará, mas será inútil se, de teu lado, não fizeres o que for necessário.”

“Previno-te de que é rude a tua missão, porquanto se trata de abalar e transformar o mundo inteiro…”

Portanto, outra mulher, a senhorita Aline, participou de modo grandioso na codificação do Espiritismo, ao intermediar muitas comunicações e revelações dos Espíritos.

 

5 – SENHORITA ERMANCE DUFAUX, COM 14 ANOS DE IDADE

A senhorita Ermance Dufaux, juntamente com a sua mãe, atuavam como médiuns nas sessões espíritas que eram realizadas em seu próprio lar, sob a direção do senhor Dufaux.

Portanto, toda a família Dufaux estava integrada no Movimento Espírito nascente, com participação muito importante das mulheres.

A mediunidade de Ermance Dufaux impressionou profundamente Allan Kardec porque ela, com apenas 14 anos de idade, já tinha psicografado um trabalho literário de fôlego.

Tratava-se de uma obra inédita e completa, contendo uma infinidade de detalhes pouco ou nada conhecidos sobre a vida da heroína Joana D’Arc.

Devido ao seu grande interesse em intermediar as comunicações com os Espíritos, Ermance Dufaux se dispôs voluntariamente a ser a médium principal nas reuniões espíritas que eram realizadas na casa de Allan Kardec.

Sobre isto, ele escreveu:

“Havia cerca de seis meses, eu realizava, em minha casa, à rua dos Mártires, uma reunião com alguns adeptos, às terças-feiras.”

“A senhorita Ermance Dufaux era o médium principal. Conquanto o local não comportasse mais de 15 ou 20 pessoas, até 30 lá se juntavam às vezes. Apresentavam grande interesse tais reuniões, pelo caráter sério de que se revestiam e pelas questões que ali se tratavam.”

Portanto, a senhorita Ermance Dufaux também teve uma participação muito importante no trabalho de codificação do Espiritismo.

 

6 – SENHORA MARIE ALEXANDRINE DIDELOT DELLANE (MÃE DE GABRIEL DELLANE)

O senhor Alexandre Delanne e sua esposa Marie tornaram-se grandes amigos de Allan Kardec, depois que se converteram ao Espiritismo.

A senhora Delanne havia desenvolvido a sua mediunidade no grupo espírita mantido por Allan Kardec em sua própria casa.

Depois disso, nesse mesmo grupo espírita, a senhora Delanne passou a trabalhar com dedicação como médium de psicografia.

Mais tarde, ela e seu marido decidiram realizar reuniões espíritas em seu próprio reduto doméstico. Porém, transmitiam a Allan Kardec tudo o que acontecia ali sobre as comunicações, manifestações e revelações dos Espíritos, municiando-o de informações independentes para a Codificação.

Nesse ambiente espírita, nasceu e cresceu Gabriel Delanne, que desenvolveu também grande amizade com Allan Kardec e se tornou, quando adulto, um dos grandes vultos do Espiritismo.

Portanto, outra mulher, a senhora Dellane, desempenhou um papel importantíssimo, tanto na codificação do Espiritismo, quanto na formação da nova geração espírita, com a educação espírita que deu ao seu filho Gabriel.

 

7 – OUTRAS SENHORAS QUE TIVERAM PARTICIPAÇÃO NOTÁVEL NA FORMAÇÃO DO ESPIRITISMO

Para a codificação do Espiritismo, Allan Kardec contou ainda com o concurso de muitas outras mulheres, dentre elas:

• A senhora Canu, médium sonâmbula inconsciente.

• A senhora Leclerc, médium psicógrafa.

• A senhora Clement, médium de psicografia e de incorporação.

• A senhora Roger, médium clarividente.

 

8 – A PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DA SENHORA ALLAN KARDEC: AMÉLIE GABRIELLE DE LACOMBE BOUDET RIVAIL

A senhora Allan Kardec desempenhou um papel relevante e especial na codificação do Espiritismo pelo grande incentivo, enorme apoio e notável colaboração que prestou na realização dos trabalhos espíritas de seu marido.

Sem esse apoio, certamente, Allan Kardec não teria conseguido realizar a sua inovadora e grandiosa obra espírita.

Sua esposa apoiou-o desde as suas primeiras participações em sessões espíritas e principalmente para realizar reuniões espíritas em sua própria residência.

O próprio Allan Kardec reconheceu o papel importante que a sua esposa desempenhou em sua vida, ao escrever as seguintes palavras:

“Quando concebi a ideia do “O Livro dos Espíritos”, minha intenção era não me pôr em evidência e ficar desconhecido; mas logo ultrapassado, isto não me foi possível: tive que renunciar aos meus gostos de retiro, sob pena de abdicar da obra empreendida e que crescia prodigiosamente; mas foi preciso seguir-lhe o impulso e tomar as rédeas.”

“Foi a obra de minha vida: a ela dei todo o meu tempo, sacrifiquei meu repouso, minha saúde, porque o futuro estava escrito em minha frente em caracteres irrecusáveis.”

“Fi-lo por meu próprio movimento e minha mulher, que nem é mais ambiciosa nem mais interesseira do que eu, concordou plenamente com meus pontos de vista e me secundou na tarefa laboriosa, como o faz ainda, por um trabalho por vezes acima de suas forças, sacrificando sem pesar os prazeres e distrações do mundo, aos quais sua posição de família a tinham habituado.”

Portanto, a senhora Allan Kardec teve um espírito aberto, participativo e abnegado ao envolver-se nas tarefas e atividades de seu marido, que resultaram na codificação, estruturação e divulgação do Espiritismo.

E mesmo depois da morte de Allan Kardec, sua esposa manteve sua importante participação tanto no Movimento Espírita, quanto no fortalecimento e na divulgação do Espiritismo.

 

CONSIDERAÇÕES DO AUTOR DESTE ARTIGO

Em conclusão, numa época (1850 a 1890) em que os preconceitos contra as mulheres eram muito fortes, (notadamente os lançados pelas religiões tradicionais e os impostos pelos interesses econômicos e sociais masculinos), algumas mulheres os ignoraram completamente e desempenharam corajosamente papeis importantíssimos na comunicação com os Espíritos, na codificação do Espiritismo e no desenvolvimento do Movimento Espírita.

E mesmo na atualidade, principalmente aqui no Brasil, onde a Doutrina Espírita tem o maior número de adeptos do mundo, as mulheres são a maioria dos espíritas, desempenhando funções importantes tanto nos Centros Espíritas, quanto influindo na educação espírita dos maridos e dos filhos.

É que os princípios espíritas pregam absoluta igualdade entre a alma do homem e a alma da mulher, aceitando a livre participação e colocando as mulheres no Movimento Espírita, sem qualquer restrição, seja no trabalho fraternal de direção, operacionalização, engrandecimento, divulgação e expansão do Espiritismo, bem como na formação das novas gerações de espíritas.

No Espiritismo, os seguintes princípios espíritas colocam as mulheres no Movimento Espírita em plena igualdade com os homens:

• Deus criou todas as almas iguais e semelhantes.

• As supostas desigualdades existentes entre as almas masculinas e femininas estão fundadas pela ignorância e pela força bruta. Portanto, desaparecerão com o progresso e o reinado da justiça.

• As almas ou Espíritos não têm sexo.

• Os sexos só existem no organismo material. São necessários à reprodução dos seres vivos.

• Os Espíritos, filhos e criação de Deus, não se reproduzem uns pelos outros. Razão por que os sexos são inúteis no mundo espiritual.

• Os Espíritos são criados por Deus simples e ignorantes para progredir em tudo e adquirir todos os conhecimentos. Então, cada um é chamado a concorrer aos diversos trabalhos e a passar por diferentes gêneros de provas para evoluir.

• É, por isso que os Espíritos, alternativamente, nascem ricos ou pobres, senhores ou servos, operários intelectuais ou da força bruta, homens ou mulheres.

• Assim, o princípio da igualdade entre homens e mulheres se acha fundada sobre as leis mesmas da matéria.

• É com esse mesmo objetivo que os Espíritos se encarnam nos diferentes sexos.

• Aquele que foi homem poderá renascer mulher e aquele que foi mulher poderá nascer homem, a fim de realizar os deveres de cada uma dessas posições, e sofre-lhes as provas para progredir em termos intelectuais e morais.

• Sofrendo o Espírito encarnado a influência do organismo material, seu caráter se modifica conforme as circunstâncias e se dobra às necessidades e às exigências impostas pelo mesmo organismo.

• Pode ainda acontecer que o Espírito percorra uma série de existências no mesmo sexo, o que faz que, durante muito tempo, possa conservar, no estado de Espírito, o caráter de homem ou de mulher, cuja marca nele ficou impressa.

• Somente quando chegado a um certo grau de adiantamento e de desmaterialização é que a influência da matéria se apaga completamente e, com ela, o caráter dos sexos.

• Os Espíritos que se nos apresentam como homens ou como mulheres, é para nos lembrar a existência em que os conhecemos.

• Dessa forma, não existe diferença entre o homem e a mulher, senão no organismo material, que se aniquila com a morte do corpo.

• Mas quanto ao Espírito, à alma, o ser essencial, imperecível, a diferença não existe, porque não há duas espécies de almas.

• Quis Deus a sua justiça para todos os Seus filhos, para todas as Suas criaturas.

• Dando Deus a todas as almas um mesmo princípio e um mesmo destino, fundou a verdadeira igualdade.

• A desigualdade só existe temporariamente no grau de adiantamento intelectual, moral e espiritual de cada Espírito em evolução. Mas, todos os Filhos de Deus estão progredindo, graças às incontáveis reencarnações na Terra ou em outros mundos habitados, a caminho da conquista da perfeição espiritual.

• Então, todos os Espíritos têm direito ao mesmo destino. Cada um chega ao destino glorioso estabelecido pelo Criador por seu trabalho, porque Deus não favoreceu ninguém às custas dos outros.

• Com a Doutrina Espírita, a igualdade da mulher é um direito fundado nessas leis da natureza.

• Dando a conhecer estas leis, o Espiritismo abriu a era da emancipação legal da mulher, como abriu a da igualdade e a da fraternidade.

AUTOR: Geziel Andrade

FONTE:http://espiritismoemmovimento.blogspot.com.br/

 

 

 

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