MUSEU DAS ALMAS DO PURGATÓRIO NO VATICANO. A Igreja Católica já admite comunicações com os mortos?

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Na reportagem de capa do Fantástico de algum tempo atrás, a repórter Ilze Scamparini acompanha o parapsicólogo baiano Clóvis Nunes ao Vaticano numa visita com direito a imagens inéditas do Museu das Almas do Purgatório, um lugar em que ficam registradas as marcas de aparições catalogadas pela Igreja ao longo dos séculos. O mais interessante ficou para o final, onde a repórter entrevista o Padre Gino Concetti. O Padre é irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, um dos teólogos mais competentes do Vaticano e comentarista do «L’Osservatore Romano», o diário oficial do Vaticano.

 

Ilze Scamparini:

“Existe Comunicação entre os Vivos e os Mortos?”

 

Gino Concetti:

“Eu creio que sim. Eu acredito e me baseio num fundamento teológico que é o seguinte : Todos nós formamos em Cristo, um Corpo místico, no qual Cristo é o Soberano. De Cristo emanam muitas graças, muitos dons, e se estamos todos unidos, formamos uma comunhão. E onde há comunhão, existe também comunicação.”

 

Ilze Scamparini:

“O que o Senhor pensa do Espiritismo?”

 

Gino Concetti:

“O Espiritismo existe. Há sinais na Bíblia, na Sagrada Escritura, no Antigo Testamento. Mas, não é do modo fácil como as pessoas acreditam. Nós não podemos chamar o Espírito de Michelangelo ou de Raphael. Mas como existem provas nas Sagradas Escrituras, não se pode negar que existe essa possibilidade de comunicação”.

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Vejamos então alguns extratos da entrevista do Padre Gino Concetti publicada no Jornal Ansa da Itália em Novembro de 1996:

 

Padre Gino Concetti – «Segundo o catecismo moderno, Deus permite aos nossos caros defuntos, que vivem na dimensão ultraterrestre, enviar mensagens para nos guiar em certos momentos de nossa vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, na condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa, científica.»

 

P – Segundo a doutrina católica, como se produzem os contatos?

 

Padre Gino Concetti – «As mensagens podem chegar-nos, não através das palavras e dos sons, quer dizer, pelos meios normais dos seres humanos, mas através de sinais diversos; por exemplo, pelos sonhos, que às vezes são premonitórios, ou através de impulsos espirituais que penetram em nosso espírito. Impulsos que se podem transformar em visões e em conceitos.»

 

P – Todos podem ter essas percepções?

 

Padre Gino Concetti – «Aqueles que captam mais frequentemente esses fenómenos são as pessoas sensitivas, isto é, pessoas que têm uma sensibilidade superior em relação a esses sinais ultraterrestres. Eu refiro-me aos clarividentes e aos médiuns. Mas as pessoas normais podem ter algumas percepções extraordinárias, um sinal estranho, uma iluminação repentina. Ao contrário das pessoas sensitivas podem raramente conseguir interpretar o que se passa com elas no seu foro íntimo.»

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P – Para interpretar esses fenómenos a Igreja permite-lhes recorrer aos chamados sensitivos e aos médiuns?

 

Padre Gino Concetti – «Sim, a Igreja permite recorrer a essas pessoas particulares, mas com uma grande prudência e em certas condições. Os sensitivos aos quais se pode pedir assistência, devem ser pessoas que levam as suas experiências, mesmo aquelas com técnicas modernas, inspiradas na fé. Se essas últimas forem padres é ainda melhor. A Igreja interdita todos os contatos dos fiéis com aqueles que se comunicam com o Mais Além, praticando a idolatria, a evocação dos mortos, a necromancia, a superstição e o esoterismo; todas as práticas ocultas que incitem à negação de Deus e dos sacramentos»

 

P – Com que motivações um fiel pode encetar um diálogo com os trespassados?

 

Padre Gino Concetti – «É necessário não se aproximar muito do diálogo com os defuntos, a não ser nas situações de grande necessidade. Alguém que perdeu em circunstâncias trágicas, seu pai ou sua mãe, ou então seu filho, ou ainda seu marido e não se resigna com a ideia do seu desaparecimento, ter um contacto com a alma do caro defunto pode aliviar-lhe o espírito perturbado por esse drama. Pode-se igualmente endereçar aos defuntos se se tem necessidade de resolver um grave problema de vida. Nossos antepassados, em geral, ajudam-nos e nunca nos enviarão mensagens nem contra nós mesmos nem contra Deus.»

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P – Que atitudes convém evitar durante contatos mediúnicos?

 

Padre Gino Concetti – «Não se pode brincar com as almas dos trespassados. Não se pode evocá-las por motivos fúteis, para obter por exemplo um nº do Loto. Convém também ter um grande discernimento a respeito dos sinais do Mais Além e não muito enfatizá-los. Arriscar-se-ia a cair na mais suspeita e excessiva credulidade. Antes de mais nada não se pode abordar o fenómeno da mediunidade sem a força da fé.»

 

FONTE:http://grupo-seeb.blogspot.com.br

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