A MIGALHA

Em Tupaciguara, na década de 60 estava em campanha para a construção do Centro Espírita Seareiros de Jesus.  Na casa do Sr. Orlando da Silva, onde estava, ouvia os microfones da Rádio Rural que rogavam auxílio dos irmãos daquela cidade para que ajudassem com madeira e materiais para construção. Lá pelas 6 da tarde, uma senhora de 76 anos apareceu, apoiada em seu bastão e perguntou onde se encontrava o moço que havia falado na rádio sobre a construção do centro espírita. Conduzida até Jerônimo, falou com profunda bondade:

Olha, meu filho, você com todas essas dificuldades, trabalhando ativamente para construir um centro espírita, tocou muito forte o coração dessa velha que já se despede da Terra. Que vergonha para nós, que somos perfeitos e nada fazemos. Moro distante, meu filho, não possuo quase nada, mas não podia deixar de lhe oferecer auxílio. Trouxe esses  6  ovos para você tomar uma gemada e ficar mais forte. Você precisa continuar falando e iluminando as almas com as verdades de nossa doutrina querida. É pouco o que lhe ofereço, mas é de todo o coração. Todos os que assistiram a cena ficaram com lágrimas nos olhos, de tanta emoção. Fica aqui a lembrança de quando Jesus estava próximo ao gazofilácio e viu uma pobre viúva depositar ali, 5 moedas, tudo o que possuía e tinha para seu sustento, a maior dádiva. Ninguém é tão pobre que não possa dar um sorriso ou uma palavra amiga a quem sofre, quando não pode ajudar materialmente. De fato, só não ajuda quem não quer.

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